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Mulheres empreendedoras: como trabalhar juntas pode nos fortalecer?

18/novembro/2022

Qual a importância do networking para as mulheres empreendedoras e como elas podem pensar estrategicamente a construção de comunidades? Saiba aqui!

Neste sábado (19) é celebrado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. A data busca evidenciar e valorizar as mulheres como protagonistas no campo empresarial. E são muitas, viu! 

Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) em 2020, em parceria com o Sebrae e com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ), classifica o Brasil como o sétimo país do mundo com o maior número de mulheres empreendedoras. Dos 52 milhões de empreendedores brasileiros, 30 milhões são mulheres, o que mostra que as empreendedoras são imprescindíveis para a sustentabilidade do mercado. 

Além disso, garantir e reafirmar a posição feminina dentro do empreendedorismo é necessário para que outras mulheres se identifiquem e também comecem a tirar suas ideias do papel, trazendo melhorias à sociedade, à economia e às empresas. Por exemplo, de acordo com um estudo de 2020 do Sebrae com a Fundação Getulio Vargas (FGV), as empreendedoras são mais ágeis na hora de implementar inovações em seus negócios. 

Cerca de 71% das mulheres empreendedoras usam redes sociais, apps e internet para vender produtos, comparado a 63% dos homens. Para saber mais clique aqui.

Contudo, mesmo com o crescimento da presença feminina no mundo do empreendedorismo, ainda existem desafios a serem enfrentados por elas. O estudo Female Founders Report 2021, promovido pela B2Mamy, Distrito e Endeavor, mostra que somente 4,7% das startups brasileiras foram fundadas exclusivamente por mulheres e 5,1% por mulheres e homens. Portanto, mais de 90% dos negócios possuem somente homens nos quadros de fundação. 

Ciente desse cenário, a Wylinka firmou parceria com o British Council para oferecer  o treinamento Mulheres em Tech – Lideranças Inclusivas. A capacitação é focada em pesquisadoras e/ou empreendedoras das áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática que buscam desenvolver suas habilidades interpessoais e avançar em suas carreiras. O treinamento aborda diversas temáticas que visam desenvolver habilidades de liderança nas participantes, uma delas é o networking

Quer entender como trabalhar juntas pode fortalecer as mulheres? É o que te contamos nesse texto, então pega um café e vem com a gente porque lugar de mulher também é na inovação e no empreendedorismo.   

Como trabalhar juntas pode nos fortalecer?  

Vivemos em uma comunidade, cada vez mais global, o que nos faz depender, e muito, dos outros para viver, mesmo que às vezes não nos demos conta disso. Nesse sentido, criar parcerias é uma forma, ou até mesmo uma ferramenta, que as mulheres podem usar para se fortalecerem e, juntas, combaterem as desigualdades.

“Trocar, compartilhar com mulheres, criar referências, criar grupos é muito importante para que as mulheres ocupem outra posição na sociedade”, conta Mari Pelli, especialista em articulação e cultivo de comunidades, em entrevista para o British Council.

5 passos para você pensar as comunidades estrategicamente 

Você já esteve em uma situação em que não tinha as ferramentas, conhecimento ou contatos adequados para atingir o objetivo? Essa situação é comum e normalmente contamos com parcerias, com pessoas ou organizações para vencer esses desafios, porém nem sempre pensamos nessa construção de comunidade, ou nas comunidades que já temos, de forma estratégica. Confira algumas dicas para te ajudar nesse processo!  

  1. Prefira qualidade a quantidade

Encontre parcerias que queiram mais do que simplesmente uma relação transacional e que possam aportar ideias e experiências úteis para o objetivo. Considere focar em relações próximas – que você consiga nutrir – no lugar de muitas relações superficiais. Além disso, não se limite a parcerias com pessoas e organizações que você conheça, vá além! 

  1. Valor e propósito precisam estar claros 

Qual o objetivo dessa parceria? Quais são as suas expectativas? Tenha clareza não só do que você quer ganhar, mas também do que você tem e está disposta a oferecer. Lembre-se que as melhores parcerias não são necessariamente entre pessoas parecidas e sim entre pessoas que se complementam.

  1. Faça a tarefa de casa

Antes de entrar em uma parceria com quem você ainda não trabalhou, faça uma pesquisa. Pergunte na sua rede se alguém já teve alguma experiência com a sua futura parceira e como foi. Analise os pontos  fortes e fracos e, principalmente, cheque se os seus valores e objetivos estão alinhados.

  1. Visão compartilhada

Qualquer parceria funciona melhor se os dois lados têm um entendimento parecido sobre os objetivos, as atividades e as formas de medir o resultado, pois parcerias só funcionam enquanto são vantajosas para todas as partes envolvidas.

  1. Estabeleça estratégias de resolução de conflitos 

Nenhuma parceria está blindada de mal entendidos. Por isso, o melhor é entrar em acordo – de preferência antes que o conflito aconteça – sobre como abordar situações assim. Lembre-se: caso aconteça tente resolvê-los o mais rápido possível para evitar que se acumulem. 

Além disso, para evitar desentendimentos, é útil ter as coisas por escrito. Um documento legal que aborda assuntos como propriedade, divisão de tarefas e responsabilidades, além das questões financeiras, pode ajudar não apenas na resolução de conflitos, mas também na organização das ações. 

“O apaixonamento que acontece nas parcerias é super importante, mas também tem de ter o cuidado. Nesse processo você também se conhece e sabe se está fazendo algo que de fato é do teu interesse ou não”, destacou Mari Pelli, especialistas em articulação e cultivo de comunidades em entrevista para o British Council.

Mulheres na inovação

Além do treinamento Mulheres em Tech, a Wylinka também contribuiu na execução do Mulheres Inovadoras 2022, programa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. 

A iniciativa teve como objetivo estimular startups lideradas por mulheres, de forma a contribuir para o aumento da representatividade feminina no cenário empreendedor nacional, por meio da capacitação e do reconhecimento de empreendimentos que possam favorecer o incremento da competitividade brasileira. Neste ano o programa, que está em sua terceira edição, contou com o apoio do super time de mulheres da Wylinka que atuaram como mentoras. 

Ao final, a iniciativa deu origem ao e-book Mulheres Inovadoras 2022 que traz as 31 startups de base tecnológica com liderança feminina de todo o Brasil aceleradas. Baixe o material aqui!

Quer saber mais?

  • Por que precisamos falar de mulheres em tecnologia?: em 2015 falamos sobre três pontos que demonstram a necessidade de se falar de mulheres em tecnologia. É assustador como o texto ainda é atual, porém o que nos dá esperança é ver que o tema já tem ganhado mais destaque.
  • Mulheres na Deep Tech: corta para 2022, nesse ano fizemos um artigo especial falando sobre os desafios e as oportunidades das mulheres na ciência e inovação.

Autora: Tuany Alves (jornalista e analista de comunicação pela Wylinka)

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