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Ouro em inovação: 7 tecnologias por trás das Olímpiadas

04/agosto/2021

Ouro em inovação: 7 tecnologias por trás das Olímpiadas

Há alguns anos, uma notícia já anunciava o nível de inovação que veríamos nas olímpiadas: a decisão do Comitê Organizador por utilizar lixo eletrônico na produção das medalhas. Isso mesmo — para quem não sabia, todas as medalhas são feitas com partes de celulares, notebooks e outros reciclados. Dada a nossa paixão por inovação e tecnologia, resolvemos aqui na Wylinka fazer um apanhado de tecnologias e trazer para todo mundo que nos acompanha aqui na Deep. Então, sem mais delongas, vamos à lista. =)

1. Guias robotizados em aeroportos

Aos poucos que tiveram acesso às Olimpíadas, a recepção já acontece no desembarque do aeroporto. Robôs recepcionam os viajantes oferecendo guia, tradução da comunicação em japonês e até mesmo atuando na segurança de forma a evitar comportamentos indesejáveis por parte de turistas e frequentadores.

Conheça mais os responsáveis pela implementação, do Haneda Robotics Lab, clicando aqui.

2. Para entrar, somente com reconhecimento facial

Para mais de 300.000 pessoas credenciadas entrando e saindo pelos espaços, um controle de entrada e saída com distanciamento social só seria possível com bastante tecnologia. E foi aí que entraram a gigante NEC (fabricante de eletrônicos Japonesa) e Intel em uma parceria para controle de entrada baseado em um totem com reconhecimento facial e registro por NFC dos cartões credenciados.

Conheça mais o controle de segurança clicando aqui.

3. Transporte autônomo de atletas e comitês

E, dentro da Vila Olímpica, mais uma novidade: um E-Pallete, aposta de veículo autônomo da Toyota cuja finalidade é garantir o transporte de pessoas pelas cidades sem a necessidade de motoristas. A mini-van da japonesa pode levar até 20 pessoas, e o plano de longo prazo é que seja um veículo multi-funcional, com diversas possibilidades de uso: oficina ambulante, pizzaria, transporte de cargas, escritório móvel e muito mais.

Para conhecer mais o projeto Toyota E-Pallete, clique aqui.

4. Gandulas robotizados

Como parte dos esforços voltados ao distanciamento social, robôs estão sendo utilizados para cumprir algumas funções antes ocupadas por gandulas: reposição de bolas, distribuição de toalhas e mais. Talvez você já deva ter visto, mas os pequenos carros, também produzidos pela Toyota, dão suas caras durante algumas transmissões cumprindo com as funções dos gandulas. Em um tweet recente, o Comitê Organizador apontou o uso dos mini-veículos na reposição de bolas durante partidas de Rugby.

Clique aqui para mais sobre os veículos autônomos da Toyota nas Olimpíadas.

5. 3DAT: rastreamento 3D de atletas

Essa possivelmente você já notou: o volume de dados e a qualidade dos replays aumentou consideravelmente na Tóquio 2020. Por trás disso há uma parceria entre Intel e Alibaba para o rastreamento 3D de atletas, o que permite captura de dados em detalhes, entendimento dos movimentos e trazer todo tipo de insight baseado em dados para fãs e treinadores. Câmeras e outros dispositivos ainda auxiliam em decisões de juízes, tira-teimas e acompanhamento de recordes em tempo real.

Nesta matéria, um apanhado de todas as modalidades utilizando rastreamentos avançados durante as Olimpíadas.

6. Câmeras para experiências em VR

Com os óculos de Realidade Virtual cada vez mais presentes nas dinâmicas de entretenimento das pessoas, o Comitê Organizador apostou em acompanhar a tendência. Novamente liderada pela Intel, a iniciativa contou com a presença de diversas câmeras que capturam uma experiência completa e permitem que usuários de óculos de Realide Virtual possam vivenciar as Olimpíadas de maneira imersiva e em 360º. Além da imersão em VR, a transmissão em 4K e outras apostas em Realidade Aumentada estarão presentes na Tóquio 2020.

Clique aqui para conhecer mais as modalidades que contam com imersão em VR e afins.

7. Arte inspirada em movimentos, mas feita por robôs

Para fechar, o projeto “The Constant Gardeners” acompanha todas as modalidades e gera imagens baseadas nos movimentos de atletas em um grande jardim de pedra. Os braços robóticos, que já têm infinitas aplicações industriais, foram pensados pelo artista Jason Bruges e decoram os jogos olímpicos de maneira inusitada e marcante.

Conheça o projeto clicando aqui.

Conclusões

Para muitos, o uso de tais tecnologias pode ser visto como desperdício, mas sabemos de outras experiências que essas oportunidades são um campo fértil para P&D e para estressar fronteiras tecnológicas com aplicações inúmeras no futuro. Um exemplo é a Formula 1, cujas tecnologias possuem diversos desdobramentos na saúde, como no cuidado infantil.

E se você gosta de tecnologia e inovação, não deixe de não deixe de nos seguir nas redes sociais — Instagram e Linkedin — para ver as novidades! Aqui na Wylinka não só acompanhamos tecnologias de fronteira como auxiliamos pesquisadores e inventores a transformar tudo isso em negócios e impacto para o Brasil, então talvez algum de nossos programas funcione para você. 😉

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