Programa de inserção de estudantes em projetos de PD&I

Desafio

Como incentivar a cooperação entre Academia e o Setor Privado para a inovação tecnológica?

Solução Proposta

Programa de inserção de estudantes de graduação em projetos de PD&I em cooperação com empresas.

 

 

Como você já viu aqui, o GIPA foi um projeto executado pelo Nesta (UK) tendo a Wylinka como parceira de execução no Brasil. O seu objetivo foi a formação e capacitação de cerca de 30 Policymakers brasileiros (vindos do MDIC, MCTIC, FINEP, CNPq, FAPs, entre outras instituições), e o desenvolvimento de políticas públicas mais inclusivas e eficientes. Ao longo do programa os participantes criaram grupos focando nos principais desafios nacionais e se aprofundaram nas causas raízes destes desafios, para validá-las com os principais stakeholders. Com estas informações, tiveram uma visão mais clara para propor soluções.

No texto de hoje, trouxemos o case de um destes grupos, o que nos ajuda a tangibilizar quais resultados podem surgir de um programa como o GIPA. O grupo escolhido foi o InovUP, formado por representantes da FUNDECT, do CNPq, da FINEP, da Escola de Governo do Estado de Goiás e do BDMG. O grupo nasceu com o desafio de encontrar formas de desenvolver e intensificar a cooperação entre as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) e o setor empresarial, como forma de alavancar os indicadores nacionais de inovação e o próprio desenvolvimento econômico e social do País.

 

Aproximando estudantes de graduação do PD&I das empresas

Tendo em mente esse desafio, o foco do grupo foi em criar estímulos aos estudantes de graduação, para estes participarem de projetos de PD&I envolvendo universidades e empresas e, desta forma, influenciar uma mudança de cultura em relação à inovação tanto dos estudantes participantes quanto nas instituições envolvidas.

Desta forma, a equipe buscou criar um programa que apoiasse a inserção desses estudantes em projetos de PD&I, onde o desafio principal seria o interesse direto das empresas participantes.  A ação proposta é uma evolução de um Programa tradicional apoiado pelo CNPq, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI). O diferencial na iniciativa é a participação compulsória de empresas nos projetos apoiados.

 

Como o projeto foi validado?

Para validar essa proposta, foram utilizadas várias das técnicas das quais a equipe teve contato ao longo de sua participação no GIPA, destacando a utilização de surveys e entrevistas com atores importantes do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI). A formatação final do projeto culminou com a realização de um workshop para validação do protótipo, onde o apoio da mentoria oferecida pelo GIPA se mostrou fundamental para o sucesso dessa etapa.

Atualmente o projeto encontra-se em fase de implementação, sendo que em um primeiro momento será testado um piloto no estado de Minas Gerais, numa parceria entre o CNPq/MCTIC e FAPEMIG. A operação para esse piloto será por meio de uma Chamada Pública para seleção das propostas, prevista para ocorrer ainda neste segundo semetre de 2019, onde os projetos apoiados devem iniciar-se no primeiro semestre de 2020.

 

Quais são as ambições futuras?

Ao final da primeira Chamada pretende-se como meta o crescimento do número de contratos de PD&I entre universidades e empresas participantes, além de um aumento no número de estudantes envolvidos em atividades de desenvolvimento tecnológico e processos de inovação. No médio/longo prazo, o planejamento é levar o piloto para outros estados, transformando o projeto em um programa de dimensão nacional.

Este texto contou com a participação do Doutor Márcio Ramos de Oliveira, Coordenador do Programa de Capacitação Tecnológica e Competitividade do CNPq, e integrante do grupo inovUP. Se você quiser conhecer mais sobre este projeto ou mais sobre o GIPA, manda um alô! A gente pode marcar um café!

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