Andrea Lehner, fundador da Realixo não veio de um laboratório; sua formação e experiência vieram de economia, gestão e do campo. Ele já havia criado empresas, aberto um restaurante em Viena e aprendido na prática a realidade dura do mercado. Esse histórico deu-lhe duas ferramentas que marcaram a criação da Realixo: senso de oportunidade e tolerância ao risco.
O estalo veio quando Andrea começou a mapear os fluxos de resíduo no Brasil e percebeu uma contradição óbvia: um país com grande vocação agrícola e biodiversidade convivia com práticas que enterravam metade do seu próprio potencial. Em números: o Brasil gera dezenas de milhões de toneladas de resíduos por ano, os levantamentos mais usados citam entre 76 e 82 milhões de toneladas coletadas/geradas dependendo da fonte e do recorte, e cerca de metade desse total é resíduo orgânico (restos de comida, feiras, etc.).
O economista por formação, transformou o incômodo em hipótese: e se fosse possível criar um serviço que recolhesse, tratasse e vendesse o produto final, o adubo, de forma padronizada, segura e escalável?
Para testar o interesse de mercado, em 2021 ele lançou uma landing page simples. Chegaram dezenas de manifestações de interesse antes mesmo de uma operação sequer existir. O sinal foi forte o bastante para ele investir economias pessoais que estavam reservadas para um imóvel na operação.

