Nascemos com o propósito de desenvolver instituições e ecossistemas para a inovação e o empreendedorismo, a partir da promoção e transformação do conhecimento. E para isso, atuamos em três principais frentes: (i) Ciência e Tech, transferindo o conhecimento gerado na universidade para o mercado; (ii) Empreendedorismo, apoiando a criação e desenvolvimento de negócios; e (iii) Fortalecimento de Ecossistemas, por meio da definição e execução de estratégias para conexão e fortalecimento de instituições e pessoas por meio da inovação.

Para facilitar o entendimento de nossa atuação, publicaremos uma série de textos abordando nossos projetos e como eles corroboram para a concretização desta missão. Para abrir esta série, teremos como foco o tema Fortalecimento de Ecossistemas, que em nosso entendimento é o nosso grande propósito: um ecossistema maduro representa maior interação entre ICTs e empresas, com o intercâmbio de conhecimento entre estas instituições, além da geração de novos negócios intensivos em tecnologia.

Neste texto, vamos apresentar três cases de desenvolvimento de ecossistema em diferentes contextos, cada um tentando resolver um desafio específico: Como conciliar objetivos específicos de diferentes instituições para orquestrar ações em prol do desenvolvimento regional? Como ampliar o impacto de nossa atuação por meio de replicadores e influenciadores de ecossistemas em âmbito nacional? E como potencializar o impacto de políticas públicas para a inovação?

Curioso? GO DEEP!

Case 1 – SEBRAE PR: DESENVOLVIMENTO DE ECOSSISTEMA DE INOVAÇÃO

SEBRAE PR: DESENVOLVIMENTO DE ECOSSISTEMA DE INOVAÇÃO

Neste case, a Wylinka foi até o sul do Brasil para executar um projeto em conjunto com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (SEBRAE-PR). O objetivo? Orientar e apoiar os gestores do SEBRAE-PR na articulação dos atores que promovem a inovação regional, otimizando a comunicação geral e facilitando a interação natural do ecossistema de inovação da região noroeste do estado.

Para isto, criamos uma metodologia que seguia os princípios de Daniel Isenberg e sua visão de desenvolvimento de ecossistemas, considerando os seis pilares: Mercado, Política, Finanças, Capital Humano, Cultura e Suporte.  Nossa missão com este projeto era apoiar a estruturação da estratégia de desenvolvimento do ecossistema regional para o direcionamento de seus programas e projetos, assim como proporcionar a visão sistêmica necessária às lideranças locais para mapear o ecossistema de inovação e empreendedorismo, e construir, de forma colaborativa, a visão de futuro e a estratégia de articulação do ecossistema de inovação.

Como resultados do programa destacamos: alinhamento e direcionamento estratégico para desenvolvimento do ecossistema na região; consolidação do mapeamento do ecossistema e identificação dos principais atores-chaves; capacitação da equipe participante quanto aos conceitos e conteúdos sobre ecossistemas; e consolidação do plano de articulação para desenvolvimento de novos programas e projetos locais.

O projeto foi o primeiro passo destes atores para fortalecer o seu ecossistema e aumentar o impacto de suas ações. A velha visão do “juntos somos mais fortes”.

Case 2 – WyExperience

WyExperience

Uma das atuações da Wylinka é trabalhar com jovens universitários que se interessam em desenvolver liderança ou até mesmo criar seu próprio negócio. Além do Startup Tech, nosso programa de empreendedorismo para universidades, nós sempre tivemos o desejo de executar um programa focado no desenvolvimento de futuros líderes, para se inserirem e se destacarem no ecossistema de empreendedorismo e inovação, aumentando nosso impacto no ecossistema nacional.

Neste contexto, criamos o WyExperience, um programa inovador criado para levar ao universitário uma experiência diferente para a formação de lideranças. O programa foi desenhado com uma carga intensa de capacitações e de desafios que trazem um pouco de como é a vivência dentro do ecossistema de empreendedorismo e inovação. Abordamos desde conceitos básicos de empreendedorismo, passando por questões de autoconhecimento, impacto social e teoria da mudança. Questões que consideramos fundamentais para a formação de líderes com alto poder de impacto.

Com isso conseguimos atender duas grandes necessidades que identificamos no jovem empreendedor: ter acesso ao como empreender seu primeiro negócio (nossa experiência com o projeto Startup Tech) e como ser um ator mais ativo dentro do ecossistema de inovação, fazendo a diferença não só para os que têm o próprio negócio, como também para os que têm o objetivo de desenvolver o ecossistema como um todo, assim como a Wylinka.

O projeto já foi realizado em duas edições. Na primeira, encaramos o desafio sozinhos! Rodamos o programa com 6 jovens de diferentes lugares do Brasil (Belo Horizonte, Viçosa, Rio de Janeiro e Fortaleza). E nosso principal resultado com certeza foi plantar um sentimento mais empreendedor e passar bastante conteúdo para que os participantes aproveitassem ao máximo os 2 meses que tiveram com a gente aqui em BH.

Dando sequência ao sucesso que tivemos na primeira edição do programa, em 2018 rodamos o segundo WYXP, agora com um time de parceiros que foram importantíssimos para fazermos um programa ainda melhor. Agradecemos muito à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes), a 98 FM, a CEMIG e ao Adrena Hostel.

 

Case 3 – Acelerador de Políticas Públicas para a Inovação (GIPA)

Acelerador de Políticas Públicas para a Inovação (GIPA)

Para fechar este texto e apresentar o terceiro case, temos um de nossos programas mais importantes na história da Wylinka. Em nossos planejamentos estratégicos e discussões internas sempre víamos o desafio de ampliar nosso impacto nos aproximando de agências governamentais e os apoiando na criação de políticas públicas efetivas para a inovação, criando assim um ambiente fértil para o desenvolvimento de novos negócios tecnológicos e ações empreendedoras que possam gerar benefícios para a sociedade.

Confirmando o dito popular de que a oportunidade só aparece para aqueles que se preparam para ela, fomos selecionados como os parceiros locais de um programa cujo objetivo é apoiar o desenvolvimento de políticas para a inovação, o Global Innovation Policy Accelerator (GIPA).

Executado em 11 países ao redor do globo, o GIPA é implementado por uma das principais instituições que trabalham com inovação no mundo, o NESTA (National Endowment for Science Technology and Arts) e financiado pela agência de inovação britânica Innovate UK e o Fundo Newton. A Wylinka, parceira local, foi contratada como responsável por facilitar o desenvolvimento das atividades no Brasil e por ser a conexão com os mentores e agentes britânicos.

Para a realização do programa, selecionamos 35 pessoas (vindos do MDIC, FINEP, SEBRAE, MCTIC, FAPs e outros). Elas foram organizadas em 6 grupos que se concentraram nos principais desafios nacionais e se aprofundaram nas causas raízes de cada desafio para validá-las com os principais stakeholders. Com isto, tiveram grande subsídio para propor soluções com maior potencial de impacto. Nós já falamos sobre este processo de design de soluções aqui. Trata-se da aplicação do modelo de aceleração, ao contexto dos líderes e geradores de políticas públicas em inovação.

Ainda como parte do programa, os participantes fizeram duas imersões no Reino Unido para conhecer de perto as atividades e ações desenvolvidos por lá, além de ter contato com mentores e coachs, mergulhando nas principais ferramentas de inovação, e recebendo o apoio para o desenvolvimento de protótipos de políticas públicas focadas nos desafios brasileiros.

E quais são os principais resultados? O programa teve início em junho de 2018 e tem previsão de encerramento ao final de setembro de 2019, quando realizaremos o evento final do programa, apresentando os projetos desenvolvidos por cada um dos seis times assim como o aprendizado e experiência de cada participante. Esperamos como principais resultados do projeto (i) a formação de redes de cooperação entre gestores públicos nacionais e britânicos; (ii) o aprimoramento de capacidades na formulação de políticas públicas para Inovação em todos os participantes e suas instituições; e (iii) o desenvolvimento de protótipos de políticas públicas relevantes aos principais desafios enfrentados pelo ecossistema nacional de inovação.

Acreditamos muito no impacto que estes três cases trazem para o ecossistema nacional de inovação e ficamos muito empolgados cada vez que falamos/escrevemos sobre ele. E você, conhece alguma iniciativa que pode ter sinergia? Entre em contato com a gente! Because when you rock, wyrock!